Há momentos que não acontecem de uma vez. Eles surgem aos poucos, entre conversas, intervalos e o tempo necessário para encontrar o próprio ritmo. Em Grumari, este capítulo do ensaio acompanha essa transição. Entre a leveza da brisa, a imensidão do mar e os instantes de pausa, a manhã começou a ganhar novos contornos. Aos poucos, a presença se tornou mais espontânea, os gestos mais livres e os olhares mais leves. Porque, assim como as marés transformam a paisagem sem pressa, existem encontros que encontram seu caminho no próprio tempo.